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era uma vez um cara
ele vivia admirando uma menina, sempre (bem) de longe

depois de muito tempo, ela pediu um contato pra ele
ele ficou (muito) surpreso.. e feliz.
passado algum tempo, talvez por necessidade, ela também deu o tel
ele falou com ela
e independente da realidade, naquela hora, era a voz mais bonita e gostosa de se ouvir
depois de alguns dias, ela o ignorava
(ou algo bem próximo disso)
e ele coitado1, acho que sofreu com isso
.. e fim.

aí ele acordou
voltou à realidade
.. à triste realidade
MAS.. apesar de ‘triste’, ele desejou nunca ter passado por aquele (pesadelo?) sonho
e nem sonhar de novo

1: Coitado me lembra do significado literal. Isso ele não era! 😀

Definitivo – Carlos Drummond de Andrade

Definitivo

Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.

Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos
o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções
irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado
do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter
tido junto e não tivemos,por todos os shows e livros e silêncios que
gostaríamos de ter compartilhado,
e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.

Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas
as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um
amigo, para nadar, para namorar.

Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os
momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas
angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.

Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.

Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo
confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.

Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma
pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez
companhia por um tempo razoável, um tempo feliz.

Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um verso:

Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida
está no amor que não damos, nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do
sofrimento,perdemos também a felicidade.

A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional…

Carlos Drummond de Andrade

..então, como aqui só coleciono textos legais, esse é mais um do Carlos Drummond Andrade, achei ele por um trecho.. fui buscar e achei ele por completo no blog da Gabriela no spaces (Live!), e ia até comentar (elogiar!), mas como tá fechado, preferi fazer um “trackback”. Esse é o verdadeiro tipo de “blog” que eu gosto de ver: entradas pessoais, trechos de textos, lembranças, etc.

E só pra comentar, ultimamente tenho lido muito C. D. A… ele é realmente muito bom. Eu, infelizmente, na minha total ignorância por não gostar de ler, não conhecia mas tenho feito um esforço e experimentado alguns pdf’s antes de comprar os livros, que é o próximo passo. (:

Manual de como ser um EMO.

Manual de como ser um EMO.

01 –  Nunca admita que você é emo, por que os emos que admitem ser emos são  considerados posers de emo, que é pior que ser emo (se é que existe  coisa pior).
02 – Use roupas de velhos e de crianças de cinco anos de idade, misture  camisas polos, com listras, coletes, suéter.Essas coisas fora de moda.  (E olha que os emos falam que estão na moda)
03 – Use óculos mesmo que você não precise deles, de preferência estilo soldador.
04 – Sempre reclame do sistema e nunca faça nada pra ele melhorar, apenas reclame.
05 – Mesmo estando feliz, se mostre triste para todo mundo ficar com pena de você.
06 – Não olhe ninguém nos olhos, dê uma de cachorro com fome.
07 – Ao ver uma briga na rua, faça um escândalo e depois comece a  chorar e falar sobre a violência no mundo (isso fará você ganhar  afagos e carícias).
08 – Chore por uma mosca ter pousado no seu ombro.
09 – Use roupas do sexo oposto.
10 – Pinte o cabelo de cores estranhas.
11 – Pague pau, um emo sem pagar pau não é emo.
12 – Se perguntarem se você é emo, diga que é HC, essa é a desculpa de todos emos.
13 – Corra atrás dos mais populares, na esperança de você virar um deles.
14 – Tire fotos com poses descontraídas, fotos sem sentido, e em preto e branco.As coloridas são tiradas pelos posers de emo.
15 – Comece a se interessar pelos anos 50, 60 e 70, apesar de você nem ter pensado em existir nessa época.
16 – Mude o nick do seu MSN e Orkut regularmente.
17 – Coloque prefixos antes do nick ou nome como Srta, Srto, Dona, Dono, Lady, Sr, Seu, Mister, etc…
18 – Use cintos cheios de enfeites de metal.
19 – De uma de criança, e relembre todas as suas brincadeiras, recordando-as em fotos e postando em seus respectivos flogs.
20 – Convide quem você não é muito próximo pra comentar no seu flog.
21 –  Se você for do sexo feminino, ponha algo do tipo no seu profile do  Orkut: Não sou produto, não to a venda, não me rotule, não me use, não  me empreste, etc…
22 – Se faça de coitado(a) e diga todos seus defeitos e problemas no seu profile.
23 – Não coma carne, você tem pena dos pobres animaizinhos.
24 – Chegamos ao número emo.
25 – Use lacinhos.
26 – Use allstar rabiscado. (se for quadriculado melhor ainda)
27 – Curta rock britânico. estilo the libertines.
28 – Tire fotos com a boca torta e cara de pensativo.
29 – Não esqueça dos piercings.
30 – Nas festas vá a caráter emo e dance reggae e funk. (não ligue pro que os outros vão dizer)
31 – Use um estilo dark pra fazer concorrência com metal.
32 – Use maquiagem exagerada seja homem ou mulher.
33 – Se você for menina, chame a sua melhor amiga de marida.
34 – Use bótons e mais bótons.
35 – Ao sair com outros emos, de risada de tudo e tente se achar o dono(a) da situação.
36 – Em festas de 15 anos, vá de allstar, terno e maquiagem. (vai ficar lindo e todos os emos vão querer você)
37 – Diga que é contra o imperialismo americano mas use e abuse de música/marcas/logos estadunidenses.
38 – Seja viciado em The OC.
39 – Tenha webcam mas nunca convide ninguém nem aceite convites. (aliás você não deve aceitar nada descente)
40 – Dê uma de maníaco depressivo sem ter depressão.
41 – Mexa com pessoas na rua. (é um ótimo exercício)
42 – Fale mal de todo mundo pelas costas. (seja amigo ou não.)
43 – Use Franjas gigantes, cortes de cabelo emo e se ache com eles.
44 – Vá cortar cabelo no estagiário do Senac.
45 – Cultue seu All Star.
46 – Ouça Blink 182 e Good Charlotte. (bandas extremamente "batutas" na sua gíria.)
47 – Em tempos de aula, use seu uniforme como roupa normal.
48 – Tenha um mal gosto da porra.
49 – Se adicione no MSN e use nicks bem coloridos.
50 – Saia cantarolando "fresno" pela rua.
51 – Dê uma de intelectual sem mesmo saber quanto é 2 + 2. (não se esqueça dos óculos de solda.)
52 – Fale abobrinhas sem exitar.
53 – Faça um escândalo por qualquer coisa.
54 – Se revolte com tudo que você não gosta e chore por causa disso.
55 – Tire fotos com cara de triste.
56 – Use alargador na orelha. (enquanto não passar um cabo de vassoura não é o suficiente.)
57 – Assista programas infatis como Barney e Telletubies com os amigos(as) e ria pra valer.
58 – Leia Capricho.
59 – Se você for menina se ache uma garota malvada.
60 – Não esqueça que você sempre está certo(a).
61 – Substitua todos os seus CD’s por discos de vinil. (qualidade vem em segundo lugar.)
62 – No MSN dê risadas estranhas e loucas e use gírias próprias,
63 – Ignore todos que não são emos.
64 – Você sempre é a vítima.
65 – Infeste locais públicos e faça deles seu point.
66 – Vire escravo do que você chama de moda.
67 – Faça tudo para aparecer ou para os outros notarem sua presença. (isso inclui auto humilhação e choro.)
68 – Seja um(a) maria vai com as outras. (acima de tudo isso.)
69 – Já mencionei chorar por qualquer coisa?
70 – Compre roupas no brechó mais porco da sua cidade.
71 – Tente parecer um nerd.
72 – Use desenho de caveiras enfeitadas. (se forem rosas melhor ainda.)
73 – No seu quarto tenha sempre posters de bandas HC/Emo.
74 – Fofoque.
75 – Evite ter relações sexuais com pessoas do sexo oposto.
76 – Evite pensar. (além de consumir seu cérebro fede.)
77 – Seja fútil e superficial.
78 – Se você tiver namorada(o) e ela o dispensar corra pro primeiro macho que você encontrar na rua. (vai ser divertido.)
79 – Se humilhe por bobagens. (como chicletes ou ainda por um beijo de um amigo.)
80 – Beijar pessoas do mesmo sexo é fundamental e sadio.
81 – Não mostre empolgação, é "cafona".
82 – Afaste-se de todos os seus amigos, você tem novos amigos emos agora e só pode andar com eles.
83 – Não se assuste se você apanhar por qualquer motivo.Mesmo que ele não exista.
84 – Fique feliz se te jogarem em uma lixeira. (afinal, você já fede mesmo.)
85 – Goste de bonecas mesmo que você seja homem e tenha dezoito anos.
86 – Nunca use violência contra ninguém, apanhe e agradeça por isso.
87 – Use ofensas como: bobo, feio, cara de mamão, etc…
88 – Acredite em Papai Noel e coisas do tipo.
89 – Tenha medo de palhaços. (afinal, eles são felizes.)
90 – Sinta-se incompreendido(a). (estamos carecas de saber o que você pensa e é, mas mesmo assim sinta-se dessa forma.)
91 – Tente corrigir todos com o que você acha que é certo. (todos são burros perto de você.)
92 – Não pratique esportes. (você pode suar. E seu esporte nato é a vadiagem.)
93 – Tenha como hobbie o tricô, crochê, pqp, etc…
94 – Faça poses extremamente inúteis e bizarras.
95 – A beleza é a única coisa que importa. (mesmo você sendo ridículo.)
96 – Deprede patrimônios públicos.
97 – Nunca seja você mesmo(a). (siga a moda e o que te deixe mais popular.)
98 – Nunca esteja satisfeito(a) com o que tem. (explore seus pais ao limite.)
99 – Deixe de lado tudo que você gosta. (agora você é emo.)
100 – Relembrando o primeiro e o mais importante passo. NUNCA, NUNCA, NUNCA Admita que você é emo!

A Colheita

A Colheita (texto de Luciano Pires)

A maioria dos idiotas que conheço tem diploma universitário. E sobre esse assunto, recebi um e-mail de minha amiga Jane Pólo:

"A pocotização começou há muito tempo. Escolas medíocres, professores idem. Esse é o ponto de partida. Para onde vai toda essa gente malformada? Ocuparão postos em todos os lugares. Malformado não quer dizer que não tenha inteligência. A inteligência dilapidada dentro de um padrão medíocre, sem princípios morais e éticos, formará indivíduos aproveitadores, exatamente do tipo que vemos aos montes. Meu pai dizia que a educação e a imprensa estavam nas mãos de inescrupulosos e que a colheita seria rápida e trágica. Taí." Colheita.

É esse o nome do que vivemos nestes dias de valores morais tímidos e sacanagens explícitas. Qualquer empreendimento que substitua profissionais bem formados por outros com fraca formação, colherá perda de competitividade, queda na satisfação dos clientes, perda de participação no mercado, aumento de custos e burocracia. É natural.

Mas o que significa gente “bem-formada?”. Atenção, senhoras e senhores ideologicamente estressados: quanto mais bem-preparadas, cultas, experientes e com formação sólida, mais conseguem interpretar, julgar e tomar decisões com segurança e acerto. No entanto, fazer uma afirmação como essa “nestepaiz” é um perigo. Serei rotulado de, no mínimo, preconceituoso… Estamos perdidos numa discussão imbecil que incentiva a divisão de classes, tachando de preconceituosos os que acham que pessoas com cultura, instrução e formação são mais capazes que os ignorantes, mal-educados e toscos. Essa discussão transforma o termo “elite” em ofensa e “humildade” em precondição de competência, o que até nem seria problema se, para os que defendem essa tese, “ser humilde” não fosse apenas sinônimo de “ser pobre”… Mas isso é tema para outro artigo.

Hoje o assunto é “colheita”.

Formação sólida não se resume a instrução. Envolve valores morais, referências e vivências… E os processos brasileiros de formação educacional e moral envelheceram, quebraram, ficaram ultrapassados. As escolas despejam no mercado gente cada vez menos preparada. A realidade mostra que os valores morais são… relativos. A mídia incentiva o “ter a qualquer preço”. As referências são substituídas por celebridades. Um clima generalizado de impunidade faz com que ninguém se importe em dar respostas, cumprir promessas e entregar o que prometeu. Vivemos uma assustadora queda de qualidade nos processos que envolvem… gente. Daí essa pobre colheita.

Ta na hora de criar uma “ISO 9000” pra gente… Na verdade, as ISOs e outros programas de qualidade até que tentam abordar os relacionamentos, mas nenhum deles sabe lidar com indicadores intangíveis. Nenhum deles sabe lidar com gente. Para esses programas, não existe vida inteligente fora de uma planilha Excel…

E ficamos assim: de um lado a máquina burocrática, fria e amarrada pelo controle. De outro um monte de gente precisando de amor, atenção, carinho e compreensão. Aquelas viadagens que não cabem no nosso mundo competitivo, sabe como é?

Pois é. E assim vamos formando máquinas. Toscas máquinas. Capazes de recitar a tabela periódica. Mas incapazes de se emocionar com um verso de Cecília Meirelles…

O super engenheiro, médico, advogado ou empresário que não consegue emocionar-se com poesia, tem instrução. Mas não tem formação.

O Brasil precisa de mais que instrução. Precisa de formação.

Só assim poderemos ter uma colheita que preste.

fonte: lucianopires.com.br

Lealdade

Lealdade

Em 1864, em Edinburgh, Escócia, vivia um velho homem chamado Jock. Durante toda vida tinha sido um fiel pastor de ovelhas, enfrentando bravamente perigos e intempéries para defender o rebanho.

Com quase setenta anos, ainda conservava o coração e a habilidade de um pastor, mas não a saúde necessária. Suas pernas já não podiam escalar as pedras para resgatar uma ovelha ou para espantar um predador.

E embora a família para quem trabalhava gostasse muito dele, as finanças iam mal e não podiam conservá-lo. Assim, mancando por fora e magoado por dentro, lá se foi ele de trem, deixando sua terra natal rumo a um novo lar na cidade. Jock fazia um pouco de tudo e ganhou muitos amigos naquela cidade de mercadores. Eles gostavam do velho Jock pelo seu sorriso simpático, e por suas habilidades nos mais variados trabalhos.

Mas, apesar de tantos amigos, sua família se constituía apenas dele e de um cachorrinho Fox Terrier que ele adotou com o nome de Bobby. Jock e Bobby eram inseparáveis e estavam sempre juntos na rotina de passar pelas lojas em busca de serviços. Todos os dias eles começavam pelo restaurante local, onde recebiam o que comer em troca de serviços de Jock. Depois continuavam de porta em porta até que finalmente, à noite, os dois voltavam para um porão que lhes servia de morada.

Dizem que muitas pessoas pressentem quando o tempo de morrer esta próximo. Foi assim com Jock. Já havia passado quase um ano desde que chegara à cidade. Agora era pleno verão e as colinas estavam em flor. Um dia, ao amanhecer, ao invés de levantar, o velho Jock puxou sua cama até perto da janelinha do quarto. E lá ficou, olhando as montanhas distantes de sua amada Escócia.

– Bobby, – disse ele afagando o pêlo escuro e denso do cachorro, com a mão que agora só tinha a força do amor – é tempo de eu ir para casa. Eles não conseguirão me afastar de minha terra novamente. Sinto muito, camarada, mas você vai ter de se cuidar sozinho daqui por diante.

Jock foi enterrado no dia seguinte em um lugar pouco comum para pobres. Por causa do lugar onde morreu e da necessidade de ser enterrado rapidamente, seus restos mortais foram colocados num dos cemitérios mais nobres de Edinburgh, o cemitério Greyfriar. Entre os grandes e mais nobres homens da Escócia, foi enterrado um homem comum e simples.

Mas é aqui que nossa história começa. Na manhã seguinte, o pequeno Bobby apareceu no mesmo restaurante que ele e Jock visitavam cada manhã. A seguir ele fez a ronda das lojas, como ele e Jock haviam sempre feito.

Isto aconteceu dia após dia. Mas à noite o cachorrinho desaparecia e somente reaparecia no restaurante no dia seguinte.

Amigos do velho Jock se perguntavam onde o cachorro ia dormir, até que o mistério foi resolvido.

Cada noite, Bobby não ia à procura de um lugar quente para dormir, nem mesmo de um abrigo para protegê-lo do frio e da chuva constantes da Escócia. Ele ia até o cemitério Greyfriar e tomava posição ao lado de seu dono.

O vigia do cemitério tocava o cachorro cada vez que o via. Afinal, existia uma ordem expressa, proibindo cachorros de entrarem em cemitérios. Finalmente, com a ajuda do chefe de polícia, o pequeno Bobby foi capturado e preso por não ter uma licença. E uma vez que ninguém podia apresentar-se como legítimo dono daquele cachorro, parecia que Bobby seria morto. Amigos do velho Jock e de Bobby que souberam do caso foram até a corte local a favor de Bobby. Finalmente, chegou o dia quando o caso deles iria ser apresentado à alta corte de Edinburgh. Seria quase um milagre salvar a vida de Bobby, sem mencionar o tornar possível, para aquele cão fiel, poder ficar perto do túmulo de seu amigo. Mas foi exatamente o que aconteceu, como um ato sem precedentes na história da Escócia.

Antes que o juiz pudesse dar a sentença, uma horda de crianças entrou na sala de audiência. Moeda por moeda, aquelas crianças conseguiram a quantia necessária para a licença de Bobby. O oficial da corte ficou tão impressionado pela afeição das crianças pelo animal que concedeu a ele um título especial, tornando-o propriedade da cidade, com uma coleira declarando este fato. Bobby pôde então correr livremente, brincando com as crianças durante o dia.

Mas cada noite, durante quatorze anos até que morreu em 1879, aquele amigo leal manteve guarda silenciosa no cemitério de Greyfriar, bem ao lado de seu dono. Se algum dia você for para Edinburgh, poderá ver a estátua de Bobby naquele cemitério que ainda está lá, mais de 120 anos de sua morte.

Aquele cachorrinho de Edinburgh demonstra uma característica que gostaríamos de encontrar em todos os seres humanos, lealdade.

Esta incrível espécie de amor suave, é lealdade. Felizmente é encontrada em algumas pessoas.

Mais informações: http://pt.wikipedia.org/wiki/Greyfriars_Bobby

A Pedra no Caminho

A PEDRA NO CAMINHO
 
O único obstáculo para a águia poder voar com mais rapidez e desenvoltura é o ar. Entretanto, se o ar fosse retirado, e a orgulhosa ave tivesse que voar no vácuo, cairia instantaneamente no solo, impossibilitada de voar. O mesmo elemento que oferece resistência ao vôo é simultaneamente a condição de vôo.
 
O principal obstáculo que um barco a motor tem que enfrentar é a água contra a hélice. Entretanto, se não fosse essa resistência, o barco não sairia do lugar. A mesma lei que sustenta que os obstáculos sejam condições para o sucesso se aplica à vida humana. A vida livre de todos os obstáculos e dificuldades reduziria a zero todas as possibilidades e fontes de energia. Elimine os problemas e a vida perde a oportunidade de ser melhorada.
 
Conta-se que há muitos anos, um rei colocou uma pedra bem grande no meio de uma estrada e escondeu-se para ver se alguém tentaria removê-la. Ricos mercadores e cortesãos passaram pela estrada e simplesmente contornaram a pedra. Muitos reclamaram, culpando o rei pela má conservação da estrada, mas nenhum fez qualquer tentativa para tirar a pedra. Então veio um camponês com um balaio de verduras.
 
Chegando onde estava a pedra, o camponês pôs o balaio no chão e tentou remover a pedra para a margem da estrada. Depois de muito esforço conseguiu. Quando foi pegar as verduras o camponês viu uma bolsinha no chão, no lugar de onde tinha removido a pedra. A bolsa continha muitas moedas de ouro e uma mensagem do rei, dizendo que as moedas pertenciam a quem tivesse removido a pedra do caminho.
 
O camponês aprendeu então o que muitos jamais entenderam: em cada obstáculo surge uma oportunidade para melhorarmos.
Por isso… Quando tiver algum problema, faça alguma coisa! Se não puder passar por cima, passe por baixo, passe através, dê a volta, vá pela direita, vá pela esquerda.
 
Se não puder obter o material certo, vá procurá-lo.
Se não puder encontrá-lo, substitua-o.
Se não puder substituí-lo, improvise.
Se não puder improvisar, inove.
Mas acima de tudo, faça alguma coisa!!
 
Há dois gêneros de pessoas que nunca chegam a lugar nenhum: as que não querem fazer nada e as que só inventam desculpas.
de Daniel C. e Luz
fonte: www.primeiroprograma.com.br

“Haja Paciência…”


PACIÊNCIA

de Teilhard de Chardin.

"Ah! Se vendessem paciência nas farmácias e supermercados… muita gente iria gastar boa parte do salário nessa mercadoria tão rara hoje em dia. Por muito pouco a madame que parece uma "lady", solta palavrões e berros que lembram as antigas "trabalhadoras do cais", e o bem comportado executivo, "o cavalheiro", se transforma numa "besta selvagem" no trânsito que ele mesmo ajuda tumultuar.
Os filhos atrapalham, os idosos incomodam, a voz da vizinha é um tormento, o jeito do chefe é demais para sua cabeça, a esposa virou uma chata, o marido uma "mala sem alça", aquela velha amiga uma "alça sem mala", o emprego uma tortura, a escola uma chatice.
O cinema se arrasta, o teatro nem pensar, até o passeio viraram novela. Outro dia, vi um jovem reclamando que o banco dele pela Internet estava demorando a dar o saldo, eu me lembrei da fila dos bancos. Pobre de nós, meninos e meninas sem paciência, sem tempo para a vida, sem tempo para a espiritualidade, a paciência está em falta no mercado, e pelo jeito, a paciência sintética dos calmantes está cada vez mais em alta.
Pergunte para alguém que você saiba que é "ansioso demais", onde ele quer chegar? Qual é a finalidade de sua vida? Surpreenda-se com a falta de metas, com o vago de sua resposta.
E você? Onde quer chegar? Está correndo tanto para que? Por quem? Seu coração vai agüentar?
Se você morrer hoje de infarto agudo do miocárdio o mundo vai parar? A empresa que você trabalha vai acabar? As pessoas que você ama vão parar?
Será que você conseguiu ler até aqui?
Respire…Acalme-se… O mundo está apenas na sua primeira volta e com certeza, no final do dia vai completar o seu giro ao redor do sol, com ou sem a sua paciência".
"NÃO SOMOS SERES HUMANOS PASSANDO POR UMA EXPERIÊNCIA ESPIRITUAL…SOMOS SERES ESPIRITUAIS PASSANDO POR UMA EXPERIÊNCIA HUMANA…"